
Entre 1937 e 1941 Louis Ferdinand Destouches, vulgo Céline, publicou quatro panfletos que o levaram a ser condenado como escritor maldito. Em
Mea Culpa ('36) o comunismo é fulminado; com
Bagatelles pour un massacre ('37),
L´École des cadavres ('38) e
Beaux Draps ('41) Céline bate forte no "povo eleito". Mas não foram só estes os dois alvos visados pelo médico-
cum-escritor: o capitalismo também foi devidamente sovado. Não alinhou com o projecto "aliado" durante a II Grande Guerra; em '45 é preso, degradado à "indignidade nacional" e expropriado dos parcos bens; em 1951 é amnistiado. O autor do emblemático
Voyage au bout de la nuit ('32) escreveu que
"ce monde n'est qu'une immense entreprise à se foutre du monde". Dou-lhe carradas de razão.
2 Comments:
De noite ou de dia, Céline é sempre uma inquietante e boa companhia!
E pensar que as «BAGATELLES», os «DRAPS» e «L´ÉCOLE» ainda hoje estão proibidos, em frança...
Ab.
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