segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Terra dos Francos? Filha primogénita da Igreja?


Em Paris, na Sainte Chapelle, numa tarde invernal:

Observo a chegada um tanto agitada de um grupo de licéens sobre os quais o mestre não exercia lá grande controlo e que não poupavam esforços em demonstrar o seu parco interesse na visita. Fora a professora e dois alunos, todos os demais – 19 – eram negros ou magrebinos.

Ouço referências ao Rei São Luís, às Cruzadas, à coroa de espinhos do Redentor, ao Cristianismo, à França, à Europa...

Da boca de um negrito de tranças sai um sonoro: “qu´est-ce que ça peut me foutre?”

De outra, desta vez magrebina, salta um retumbante “ça m´fait chier!”

Não tenho a menor dúvida quanto ao pleno êxito da política oficial de “integração” das hordas de imigrantes – valeurs républicaines obligent... –, mesmo que se trate de integrar o inintegrável. Também considero-me pirotécnicamente avisado quanto ao tratamento a ser dispensado pelos novos senhores do hexágono às “velharias” deixadas pelos antigos habitantes.

Àqueles ainda indecisos a respeito da nova Cruzada que já desponta no horizonte e aos que estão dispostos a lutar pela defesa da identidade da Europa e da sua civilização, recomendo vivamente a leitura d´El Campamento de los Santos, de Jean Raspail, Ed. Ojeda, Barcelona, 2003.


Mais detalhes em:

http://www.edicionesojeda.com/l_campamento.htm

2 Comments:

At 5:38 da tarde, Blogger Je maintiendrai said...

Triste, de facto.
Manifestação de um fenómeno mais vasto bem analisada por Theodore Dalrymple (http://www.cato-unbound.org/2006/02/06/theodore-dalrymple/is-old-europe-doomed/):
"The miserabilist view of the European past, in which achievement on a truly stupendous scale is disregarded in favor of massacre, oppression and injustice, deprives the population of any sense of pride or tradition to which it might contribute or which might be worth preserving. This loss of cultural confidence is particularly important at a time of mass immigration from very alien cultures, an immigration that can be successfully negotiated (as it has been in the past, or in the United States up to the era of multiculturalism) only if the host nations believe themselves to be the bearers of cultures into which immigrants wish, or ought to wish, to integrate, assimilate, and make their own.

In the absence of any such belief, there is a risk that the only way in which people inhabiting a country will have anything in common is geographical; and civil conflict is the method in which they will resolve their very different and entrenched conceptions about the way life should be lived. This is particularly true when immigrants are in possession, as they believe, of a unique and universal truth, such as Islam in its various forms often claims to be. If the host nation is so lacking in cultural confidence that it does not even make familiarity with the national language a condition of citizenship (as has been until recently the case in Great Britain), it is hardly surprising that integration does not proceed very far."

 
At 10:33 da tarde, Blogger Euro-Ultramarino said...

Cher Je Maintiendrai,
Não conhecia o Cato Unbound. Gostei muito e obrigado pela referência. Concordo com este diagnóstico de "miserabilismo histórico". Faz parte do totalitarismo relativista adoptado alegremente pelos "governos" europeus. Alguém já usou a expressão "etnomasoquismo" para outro aspecto do mesmo fenómeno... É disto que sofre a Europa. Há coisas passivas de integração e outras que são "inintegráveis"(com o devido perdão a São Luís de Camões!)Ignorar esta verdade comezinha é correr a suicidar-se.
Um abraço amigo.

 

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